Eu passei na sua casa. Uma hora antes você me ligou perguntado, com voz tristonha, se não ia vê-la, peguei minha última grana e fui correndo ao seu encontro. Você abriu o portão pediu para que eu esperasse, sentei-me na cadeira onde sempre me sento no terraço, depois de uns cinco minutos você voltou maquiada: - RS... Tão linda! – Disse eu dando-lhe um beijo no rosto. Você voltou lá dentro da sua casa e pegou uns filmes que ia devolver na locadora, então saímos. Estava ventando fraquinho você pegou o celular para ligar para sua amiga, eu fiquei com minhas brincadeiras querendo escutar pertinho do seu rosto. – Sai Tallys! RS... – Você falava misturando palavras com risadas. Chegamos naquele caminho de terra próximo da sua rua, olhei para o céu, ele estava perfeito, com duas estrelas próximas da lua, olhei para você e percebi como seu cabelo voava no vento, você nem percebeu. Agente não parava com as nossas lezeiras, riamos sem parar, então disse: - Vou fazer uma coisa! – E você com olhar de dúvida: - Fazer o que? – Eu sorri falando: - Isso! – Então a coloquei no braço e saí correndo com você naquela estrada, debaixo do céu azul escuro da noite iluminada pela lua ainda crescente, o vento batendo no meu rosto e escutando sua risada me pedindo para te colocar no chão. Parei, e te coloquei de volta no chão você disse: - Seu louco! RS... – E deu um chute na minha bunda, eu apenas voltei a rir. Naquele momento em que sai correndo com você nos meus braços, eu fui totalmente feliz, pois sabia que tava te fazendo sorrir, e que por algum motivo uma euforia tomara conta de meu coração e ações, e que me levaram a fazer aquela brincadeira.
São em pequenas coisas, pequenas ações, insignificantes gestos, maiores besteiras e até em atitudes infantis, que conseguimos esquecer tudo o que há de errado, ou que nos incomode. Será se não seriamos mais satisfeitos se soubéssemos engrandecer os acertos da vida, ao invés de ficarmos relembrando os erros?
Deveríamos tentar sempre tornar um único momento bom, maior do que todos os que houveram de ruim.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
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